Monthly Archives: September 2008

Ego

A simplicidade representa a morte do Ego

A simplicidade não é um desafio à altura do ego do homem; ao contrário da dificuldade e da impossibilidade que representam o desafio supremo. A dimensão do ego é mensurável e pode ser conhecida através da dimensão dos desafios que você aceita. Mas a simplicidade é pouco apelativa para o ego: a simplicidade representa a morte do ego.

Ao longo da História, o ser humano optou invariavelmente pela complexidade, mesmo quando esta era absolutamente desnecessária, com o único objectivo de fortalecer e fazer crescer o seu ego.

A própria psicologia está orientada de forma a favorecer o fortalecimento do ego. Até os idiotas dos psicólogos se empenham em demonstrar que o ser humano precisa de construir um ego forte. Assim, a educação é um programa que serve para o tornar ambicioso através da dicotomia do castigo e recompensa, conduzindo-o numa determinada direcção.

Até hoje, a simplicidade nunca foi um objectivo da sociedade. Nem pode ser um objectivo, visto que todos nós nascemos simples!

Todas as crianças são simples, tão simples quanto um quadro de ardósia imaculado. Mas um quadro que que cedo começa a ser preenchido pelas palavras dos pais – preenchido com instruções precisas. Seguem-se os professores, os padres, os líderes políticos – todos eles fazem questão de enfatizar o que uma pessoa deve ser para que não desperdice a vida.

A verdade é outra, precisamente contrária.

Você é um ser, e não precisa de se tornar alguém que não você mesmo. A simplicidade é isso mesmo: estar à vontade com quem se é, evitando trilhar o interminável caminho que é a conversão numa outra pessoa.

— OSHO em O Livro do Ego

You get to choose

With everything that has happened to you, you can either feel sorry for yourself or treat what has happened as a gift. Everything is either an opportunity to grow or an obstacle to keep you from growing. You get to choose.

— Wayne Dyer

Paramitas

No budismo, chama-se de paramitas as perfeições ou culminações de certas práticas. Tais práticas são cultivadas por arahants e bodhisattvas para percorrer o caminho da vida sensorial (samsara) à iluminação (nirvana).

No budismo theravada, as “Dez Perfeições” são:

1. dana parami : generosidade, doação
2. sila parami : virtude, moralidade, conduta apropriada
3. nekhamma parami : renúncia
4. panna parami : sabedoria transcendente, “insight”
5. viriya parami : energia, diligência, vigor, esforço
6. khanti parami : paciência, tolerância, forbearance, aceitação, resistência
7. sacca parami : veracidade, honestidade
8. aditthana parami : determinação, resolução
9. metta parami : amor gentil
10. upekkha parami : equanimidade, serenidade

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Mere material progress

This was the general impression left upon me by nearly a year in China: efficiency and material progress, and a gray fog of humourless uniformity, through which the traditional charm and courtesy of old China occasionally shone in a surprising and welcome gleam. Such utter uniformity, of course, is the formidable strength of communism. But I could not believe that the Chinese would ever succeed in reducing Tibetans to such a slavish state of mind. Religion, humour, and individuality are the breath of life to Tibetans, and no Tibetan would ever willingly exchange these qualities for mere material progress, even if the exchange did not also involve subjection to an alien race.

— The Dalai Lama in My Land and My People

Neutralizar o Ego

O Ego usa armas de destruição massiva.

Para o neutralizar será melhor usar a diplomacia ou a guerra?

Não me importava com nada

[...] De repente senti-me de tal modo livre que comecei a andar no sentido contrário da estrada, em direcção a oeste, e a espetar o polegar, pedindo boleia para Nenhures por nenhuma razão em especial, como um santo japonês prestes a regozijar na sua montanha. Pobre mundinho angélico! Subitamente, já nada me importava, percorria todo o caminho a pé. Mas só porque eu estava a andar do lado errado da estrada e não me importava com nada, toda a gente começou imediatamente a dar-me boleias [...]

— Jack Kerouac em Os Vagabundos do Dharma

Nature

When Nature has work to be done, she creates a genius to do it.

— Leonardo da Vinci

Harmless isolation

[...] looking back at our history now, it is easy to see how our own policies had helped to put us in this desperate position. When we won our complete independence, in 1912, we were quite content to retire into isolation. It never occurred to us that our independence, so obvious a fact to us, needed any legal proof to the outside world. If only we had applied to join the League of Nations or the United Nations, or even appointed ambassadors to a few of the leading powers, before our crisis came, I am sure these signs of sovereignty would have been accepted without any question, and the plain justice of our cause would not have been clouded, as it was, by subtle legal discussions based on ancient treaties which had been made under quite different circumstances. Now we had to learn the bitter lesson that the world has grown too small for any people to live in harmless isolation.

— The Dalai Lama in My Land and My People

Paciência!

Genius is only great patience.

— Buffon